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Bett Brasil 2023: “nada substitui a humanização das relações”

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Time Sapion e a logomarca da Bett Brasil.

Sumário

Atualmente, convidam-nos para discussões sobre a Nova Educação, a inserção da Inteligência Artificial como ferramenta no fazer pedagógico, metodologias ativas e o protagonismo do aluno nos processos de ensino-aprendizagem. Indagamo-nos sobre a substituição da mão de obra humana pelos robôs, como utilizar os algoritmos em favor da melhoria e da personalização das didáticas.

Lidamos com crianças nativos digitais, que dominam as tecnologias em sala de aula ou em qualquer outro lugar, adquirindo conhecimento de forma muito mais dinâmica, ativa, completamente diferente dos moldes estabelecidos por anos, e totalmente repensado neste período pós pandêmico, onde tivemos que reaprender a ensinar.

São tantas ferramentas apresentadas todos os dias, que por vezes nos perdemos sem saber o que e como utilizar para dinamizar o trabalho do professor e da equipe gestora.

A experiência na Bett Brasil 2023



Durante a Bett Brasil, maior feira de educação e tecnologia da América Latina, vivenciamos várias rodas de conversa, experimentamos diversas plataformas, ouvimos apresentações de muitos produtos como esses. Todos com a mesma promessa: assertividade no processo de ensino aprendizagem.

A humanização das relações



Mas com tantas opções a mão, de que forma podemos melhor utilizá-las? As salas de aula tradicionais estão realmente com os dias contados? Os professores serão substituídos por máquinas? A qual conclusão chegamos? Nada substitui a humanização das relações. Ainda que tenhamos tecnologias inseridas de forma irreversível em sala de aula, algoritmos calculando o desempenho dos alunos, indicando o ponto focal das melhorias a serem trabalhadas, se não houver empatia e acolhimento entre os pares educativos, os processos de ensino aprendizagem continuarão falhos.

Precisamos olhar as pessoas, em especial os alunos, como quem vê um livro fechado. O que ele tem pra me mostrar? Como aborda-lo, como instiga-lo, como aguçar sua curiosidade em aprender?

Exemplificou-se que, ao interagir com o famoso ChatGPT, quando o indagamos e a resposta dada não é satisfatória, pensamos em outra forma de abordagem. Se necessário, mudamos a indagação duas, três vezes… Mudamos algumas palavras, somos mais específicos… Mas quando o mesmo acontece com nosso aluno, rapidamente chegamos a conclusão: “ele não entende o que eu falo”, “ele é agitado, não presta atenção”, “já procuraram um neuro?” Sofremos (todos – do professor ao aluno) da Síndrome do Pensamento Acelerado. Muitas frentes, muitos recursos e nenhum foco. Escolas que trabalham ferramentas como mindfulness e momento de meditação com seus alunos, são escolas que obtém melhores resultados e, consequentemente, índices de aprovação maiores do que as demais escolas ditas tradicionais.

Antes de olharmos para os nossos alunos, precisamos olhar para nós mesmos. Como vamos trabalhar as dificuldades e fragilidades de nossas crianças, se se quer conseguimos olhar para nós mesmos? Ver quais são os pontos que precisamos melhorar é o começo de tudo. Como profissionais, precisamos aprimorar nossas metodologias de trabalho. Ensinar uma criança como ensinávamos as crianças de 10 anos atrás, é como preparar alguém para um mundo que não existe mais.

O professor realiza o fazer pedagógico com humanização, acolhimento, empatia, em tempo de tecnologia inserida de forma irreversível em sala de aula, utilizando inteligência artificial e algoritmos para calcular o desempenho dos alunos e indicar o ponto focal das melhorias a serem trabalhadas. E qual a maior discussão do congresso: humanização! O olhar pedagógico de forma individual. Quem é o ser humano que está em sua sala de aula?

No fim das contas…


As máquinas jamais substituirão as relações humanas. Mas se quisermos trabalhar feito robôs, como quem realiza atividades em escala industrial, esperando uma sala de aula alinhada, padronizada, de resultados iguais… Aí sim, seremos facilmente substituídos.

Veja também: galeria de fotos do Sapion Summit 2023

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Michelly Pedroni

Coordenadora pedagógica da Sapion. Pós-graduada em Alfabetização e Letramento.
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